Significado especial senhora

Apesar de acontecer todos os anos, o dia do nosso aniversário é pra lá de especial e deve ser celebrado de maneira especial, afinal essa data é marcada por todos os sonhos e as metas que alcançamos durante mais um ano vivido, isso sem mencionar a grande bênção de ter recebido mais um ano de vida para alcançar a melhor versão de si mesmo! O bispo de Saratov destaca o significado especial e a actualidade da mensagem de Fátima. “O encontro com a Senhora, a 13 de Julho de 1917, teve um significado especial: Maria comunicou um segredo e falou da Rússia. Hoje, diz-se que a Rússia se converteu. Será que agora tudo é passado? Nossa Senhora Rosa Mística nas suas mensagens nos pede: comemorar o dia 13 de Julho de cada ano, celebrando a Festa de Nossa Senhora Rosa Mística (pedido de Nossa Senhora em 13.07.1947); como um momento especial de oração pelos Sacerdotes e Religiosos; celebrar no dia 13 de Outubro de cada ano a União Mundial da Comunhão Reparadora, para que sejam derramadas as graças de conversão e ... Além disso, Nossa Senhora de Fátima, indica que você está em paz consigo mesmo, a harmonia flui dentro de você, você é uma pessoa especial, que exerce uma energia positiva, sua família e amigos provavelmente se orgulham de tudo o que você faz. … que estão a seguir com ele tem feito um enorme impacto em sua vida. Considere que cada machucado que está localizado em seu corpo tem um significado especial que prediz sobre as coisas que você passou. Algumas dessas contusões você fez por seus próprios erros e escolhas e alguns deles você tem por causa da influência de outras pessoas. A Nossa Senhora de Rosa Mística, chamada também como Maria Rosa Mystica, é conhecida como a aparição relatada da Virgem Maria.A primeira ocorrência da aparição ocorreu durante o ano de 1947, na primavera. A aparição de 1947 foi relatada por Pierina Gilli. No entanto, outras ocorrências marianas da aparição ocorreram até o ano de 1984. 2/jul/2020 - Explore a pasta 'Colares Com Significado Especial' de Maria Madalena no Pinterest. Veja mais ideias sobre Colares com significado especial, Colares, Bijuterias. O quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro constitui uma pintura bizantina, uma das “Virgens da Paixão”, que destacam o significado da paixão de Jesus e da intercessão da Mãe de Deus em favor da humanidade. É muito mais que a lembrança de uma pessoa ou de um fato transcorrido. Há várias formas de cuidar da nossa vida espiritual, seja por meio de crenças, mas, em especial, de boas atitudes, certo? Sonhar Com Nossa Senhora Aparecida Conversando. Sonhar Com Nossa Senhora Aparecida conversa contigo é um sonho com ótimos presságios. Ele revela que você irá entrar em uma fase da vida de muita serenidade e paz interior. Muito diferente, porém, é o efeito de uma Virgem Maria sorrindo: Não há nenhum significado especial, mas, sem dúvida, transmite serenidade. Finalmente, não tire as piores conclusões se você sonhar com Nossa Senhora vestida de preto: pode ser uma simples freira!

Vento Cinzento está vivo

2019.12.28 03:48 altovaliriano Vento Cinzento está vivo

Link: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/4dhyal/spoilers_extended_mother_he_said_grey_wind/
Autor: alaric1224
Título Original: "Mother," he said, "Grey Wind . . ."

Muitos acreditam que o lobo gigante de Robb, Vento Cinzento, morreu com Robb no casamento vermelho. No entanto, afirmo que essa é apenas uma das interpretações possíveis e que o GRRM, na verdade, deixou várias pistas de que Vento Cinzento ainda vive.
Primeiro, precisamos analisar por que achamos que Vento Cinzento está morto. Existem quatro fontes principais.
  1. Bran acha que Vento Cinzento pode estar morto.
  2. Jon acha que Vento Cinzento está morto.
  3. Salladhor Saan nos conta o que os plebeus estão dizendo sobre a cabeça de Vento Cinzento ter sido costurada ao corpo de Robb.
  4. Merrett Frey responde perguntas sobre a cabeça ter sido costurada ao corpo de Robb.
Bran e Jon pensam que Vento Cinzento está morto, mas isso se dá em grande parte porque outras pessoas disseram a eles e de suas próprias interpretações do que seus lobos gigantes vêem. Notadamente, nem Fantasma nem Verão pensam que Vento Cinzento esteja morto. Isso é especialmente significativo porque sabemos que eles podem sentir seus próprios irmãos e irmãs. De fato, da perspectiva de Fantasma e Verão, parece que eles não sentiram a morte de Vento Cinzento do mesmo modo que sentiram a morte de Lady. São apenas os humanos que combinam os rumores que ouviram e as percepções dos lobos gigantes para chegar a uma conclusão.
É aqui que é importante ressaltar que algo não se torna verdade apenas porque um personagem POV pensa que é.
Sim, Bran pensa:
O sonho que tivera... o sonho que Verão tivera... Não, não devo pensar no sonho. Nem sequer o tinha contado aos Reed, embora pelo menos Meera parecesse sentir que havia algo errado. Se nunca falasse dele, talvez pudesse esquecer que o sonhara, e então não teria acontecido, e Robb e Vento Cinzento ainda estariam...
(ASOS, Bran IV)
Notadamente, esses são os pensamentos de Bran depois de se lembrar de um sonho que Verão teve. Um sonho que é visivelmente omitido da história (e do leitor).
E Jon pensa:
Fantasma sabe que Vento Cinzento morreu. Robb tinha morrido nas Gêmeas, traído por homens que acreditava serem seus amigos, e seu lobo havia perecido com ele.
(ADWD, Jon I)
Mas isso deixa de fora o que ele realmente percebeu quando era Fantasma, que é abordado neste excelente post por lady_gwynhyfvar do famoso da Radio Westeros.
De um post em seu blog:
Quando Jon pensa que "Fantasma sabe que Vento Cinzento morreu", mais adiante neste capítulo, ele está aceitando a direção errada dos pensamentos do lobo branco sobre seus companheiros de matilha no sonho de lobo, pois isso confirma o que ele acha que sabe em seus momentos de vigília. Temos indícios o suficientes de outros pontos de vista para acreditar no contrário. Considere esse pensamento de Bran em Verão:
Eram seus agora. Eram sua matilha. Não, o garoto sussurrou, nós temos outra matilha. Lady está morta e talvez Vento Cinzento também, mas Cão Felpudo, Nymeria e Fantasma ainda estão em algum lugar. Lembra do Fantasma? (ADWD, Bran I)
E há isso em ADwD, Jon I:
Antes eles eram seis, cinco choramingando cegos na neve, ao lado do cadáver da mãe, sugando o leite gelado de seus duros mamilos mortos, enquanto ele se arrastava sozinho. Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir.
“Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir” é ambíguo. Isso poderia significar "restavam quatro, e ele não podia mais sentir um desses quatro", mas também poderia significar "restavam quatro, e outro que ele não podia mais sentir". Acho que a segunda interpretação é a correta, caso contrário, teríamos que identificar qual dos quatro ele não conseguia sentir. Ele está claramente consciente de si mesmo, Nymeria e Cão Felpudo neste capítulo. Então, isso deve significar que ele não pode sentir Verão, certo?
Nas noites sem estrelas, o grande penhasco ficava negro como uma rocha, a escuridão elevando-se sobre o mundo inteiro, mas, quando a lua saía, ele brilhava pálido e frio como um córrego congelado. A pele do lobo era grossa e peluda, mas quando o vento soprava sob o gelo, nenhum pelo conseguia afastar a sensação de frio. Do outro lado, o vento estava ainda mais frio, o lobo sentia. Era onde seu irmão estava, o irmão cinzento que cheirava a verão.
(ADWD, Jon I)
Então, ele sente Cão Felpudo, Nymeria, Verão e ele mesmo... "Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir". Em outras palavras, ele sabe que Lady está morta, mas ele simplesmente não consegue sentir Vento Cinzento.
Finalmente, é importante observar que, apenas porque um personagem POV pensa algo, não o torna verdadeiro. Por exemplo, Cersei pensa esse pensamento, que sabemos ser falso:
Dentro da torre, a fumaça dos archotes irritou-lhe os olhos, mas Cersei não chorou, como o pai não teria chorado. Sou o único verdadeiro filho que ele teve.
Notadamente, se Bran, o warg mais poderoso entre seus irmãos, não sabe que Vento Cinzento está morto, então como podemos saber que Vento Cinzento está morto?
Salladhor Saan e Merrett Frey confirmaram que Vento Cinzento está morto, não? Sim, sobre isso ... Salladhor Saan:
Por um momento, pareceu que o rei não tinha ouvido. Stannis não mostrou qualquer prazer com a notícia, nem ira, nem incredulidade, nem mesmo alívio. Encarou a sua Mesa Pintada com os dentes cerrados com força.
– Tem certeza? – perguntou.
– Não estou vendo o corpo, não, Vossa Realdade – disse Salladhor Saan. – Mas na cidade, os leões pavoneiam-se e dançam. O povo está chamando de o Casamento Vermelho. Juram que Lorde Frey cortou a cabeça do rapaz, costurou a cabeça do lobo gigante dele no lugar e pregou uma coroa sobre as orelhas. A senhora mãe dele tambémfoi morta e atirada nua ao rio.
(ASOS, Davos V)
E onde Salladhor conseguiu suas informações? Porque os plebeus sempre são precisos em suas histórias, certo?
O povo diz que o último ano do verão é sempre o mais quente. Não é bem assim, mas muitas vezes parece que é, não é verdade? (AGOT, Eddard V)
O povo diz que foi o fantasma do Rei Renly, mas homens mais sensatos sabem quem foi. (ACOK, Tyrion XV)
O vidro de dragão é feito por dragões, como o povo gosta de dizer? (ASOS Samwell II)
Em Valdocaso os plebeus ainda amam Lorde Denys, apesar da desgraça que lhes trouxe. É à Senhora Serala, sua esposa de Myr, que atribuem a culpa. Chamam-na a Serpente de Renda. Se ao menos Lorde Darklyn tivesse se casado com uma Staunton ou uma Stokeworth... bem, sabe como os plebeus gostam de falar. A Serpente de Renda encheu os ouvidos do marido com veneno de Myr, eles dizem, até que Lorde Denys se ergueu contra seu rei e o tornou cativo. (AFFC Brienne II)
Isso foi antes de morrer – o jovem Sor Arwood Frey disse. – O povo diz que a morte o mudou. Pode matá-lo, mas ele não permanece morto. Como se luta com um homem assim? E também há o Cão de Caça. Ele matou vinte homens em Salinas. (AFFC, Jaime IV)
Bem ... os plebeus não estão sempre errados. Mas eu não confiaria nos relatos deles deles como definitivos em nada.
Merrett Frey:
[...] o lobo gigante do Stark matou quatro de nossos lobeiros e arrancou o braço do mestre dos canis de seu ombro, mesmo depois de o enchermos de dardos...
– E por isso costurou a cabeça dele ao pescoço de Robb Stark depois que os dois estavam mortos – disse o do manto amarelo.
– Foi o meu pai que fez isso. Tudo o que eu fiz foi beber. Não mataria um homem por beber. [...]
(ASOS, Epílogo)
Por ter estado lá, ele deve se lembrar com precisão, certo?
Ah, exceto pela parte em que ele estava babando bêbado na época e provavelmente não se lembra de nada muito claramente.
Grande-Jon já estava para lá de bêbado. O filho de Lorde Walder, Merrett, estava competindo com ele, taça atrás de taça, mas Sor Whalen Frey desmaiou tentando acompanhar os dois. Catelyn teria preferido que Lorde Umber tivesse achado por bem permanecer sóbrio, mas dizer ao Grande-Jon para não beber era como lhe pedir para não respirar durante algumas horas.
(ASOS, Catelyn VII)
E você leia atentamente, verá que Merrett não disse que viu isso acontecer. O que Merrett viu foi Vento Cinzento livre e matando pessoas, apesar de estar cheio de dardos. Foi Limo quem sugeriu que a cabeça do lobo havia sidocosturada em Robb. E a resposta de Merrett? "Foi o meu pai que fez isso. Tudo o que eu fiz foi beber."
Então, Salladhor Saan sabe que isso acontece porque os plebeus dizem que aconteceu. E Merrett Frey estava lá, mas bebeu o suficiente para que seu irmão desmaiasse de bêbado. E ele não mencionou a costura da cabeça. Foi acusado disso e depois transferiu a culpa para o pai (que obviamente não fez isso por conta da idade avançada).
Finalmente, temos dois pontos de vista em ADWD que interagem com um grande número de Freys. Aqueles Freys, que estavam no Casamento Vermelho e não estavam bêbados, contam muitos contos, mas nenhum deles menciona uma cabeça de lobo sendo costurada no corpo de Robb. Isso não significa que não aconteceu, mas questiona quem diz que aconteceu.
Então, a cabeça de um lobo foi realmente costurada no corpo de Robb? Talvez. A cabeça de Vento Cinzento foi costurada no corpo de Robb? Umm ... não, isso é, provavelmente, logisticamente impossível.
O pescoço do homem comum tem 16 polegadas de circunferência. O pescoço médio do pastor alemão tem 18 polegadas de circunferência e é provavelmente comparável ao de um lobo cinza comum. Você poderia costurar a cabeça de um lobo no corpo de um homem e sabemos que há uma matilha gigante de lobos na área graças a Nymeria.
Por outro lado, Vento Cinzento é um lobo gigante. Qual é o tamanho do pescoço de um lobo gigante?
Meio enterrada na neve manchada de sangue, uma forma enorme atolava-se na morte. Em sua desgrenhada pelagem cinzenta formara-se gelo, e um tênue cheiro de putrefação impregnava-a como perfume de mulher. Bran viu de relance os olhos cegos repletos de vermes, uma grande boca cheia de dentes amarelados. Mas foi o tamanho da coisa que o fez ficar de boca aberta. Era maior que seu pônei, com o dobro do tamanho do maior cão de caça do canil de seu pai.
– Não é aberração nenhuma – disse Jon calmamente. – Isso é uma loba gigante. Esses animais crescem mais do que os da outra espécie.
(AGOT, Bran I)
Maior que um pônei e duas vezes o tamanho do maior cão do canil? Bem, se o pescoço tem o dobro do tamanho dos cães de caça maiores, podemos dizer com segurança que tem mais de 36 polegadas de circunferência - boa sorte costurando isso no corpo de um homem grande. Talvez devêssemos fazer a comparação do pônei. A circunferência média do pescoço de um pônei é de 40 polegadas... Mesmo se aceitarmos, argumentando que Gray Wind não estava completamente crescido como sua mãe, sua cabeça ainda é grande demais para caber no corpo de Robb. Se uma cabeça foi costurada no corpo de Robb, era a cabeça de um lobo normal, não a de Vento Cinzento.
Portanto, vimos que não temos relatos reais em primeira mão do que aconteceu, exceto o de Merrett, que provavelmente não é super preciso e que confirma que Vento Cinzento foi libertado. Também temos uma segundo relato de Walder Rivers e Edwyn Frey. Essas são os únicos relatos diretos que temos do que aconteceu com Vento Cinzento.
– [...] Diga-me, Sor Raynald Westerling conta-se entre esses cativos?
– O cavaleiro das conchas? – Edwyn fez uma expressão de desprezo. – Esse pode ser encontrado alimentando os peixes no fundo do Ramo Verde.
– Ele estava no pátio quando nossos homens foram abater o lobo gigante – disse Walder Rivers.– Whalen exigiu-lhe a espada, e ele a entregou com bastante docilidade, mas quando os besteiros começaram a encher o lobo de flechas, pegou no machado de Whalen e libertou o monstro da rede que lhe tinham atirado. Whalen diz que recebeu um dardo no ombro e outro nas tripas, mas ainda conseguiu chegar ao adarve e se atirar no rio.
(AFFC, Jaime VII)
Então, sabemos que Raynald foi capaz de lutar e fugir, pelo menos até certo ponto, e que ele foi capaz de libertar Vento Cinzento. Então, GRRM nos diz que não sabemos se Reynald foi morto. Se não sabemos se eles foram capazes de matar Raynald, como saberemos que eles foram capazes de matar Vento Cinzento?
– Deixou uma trilha de sangue nos degraus – Edwyn acrescentou.
– Encontraram seu cadáver mais tarde? – Jaime quis saber.
– Encontramos mil cadáveres mais tarde. Depois de passarem alguns dias no rio, ficam todos muito parecidos uns com os outros.
(AFFC, Jaime VII)
Nota-se que ele não diz que eles encontraram um cadáver usando o brasão dos Westerling, que ele afirma conhecer. "O Cavaleiro das Conchas?" Seu conhecimento do brasão também implica que Raynald usava o brasão, o que o tornou bem conhecido pelos outros. É improvável que Edwyn estivesse familiarizado com os brasões de casas menores do Ocidente. Eles encontraram corpos, mas aparentemente nenhum ostentava o símbolo conhecido do cavaleiro das conchas. Isso significa que Raynald provavelmente está vivo, ou pelo menos que seu corpo nunca foi encontrado. Se Raynald está vivo, Vento Cinzento provavelmente também está vivo. Eu acho que teria sido mais fácil para Vento Cinzento escapar do que Raynald. Afinal, Vento Cinzento foi nomeado por ser muito rápido:
Robb chamara seu lobo de Vento Cinzento, porque ele corria muito depressa. (AGOT, Bran II)
Como muitos respondem a quaisquer teorias apresentadas aqui ou em outros lugares, “qual seria a função narrativa da história/enredo da sobrevivência de Vento Cinzento?” Bem, muitos falaram sobre o significado de Sansa e Arya perderem seus lobos e, assim, se separarem de sua "matilha". O simbolismo é óbvio. E para Arya, enquanto ela está longe de sua "matilha", Nymeria ainda está viva e ligada à família, ela pode encontrar o caminho de volta e se reunir com sua loba gigante. Pobre Sansa - ela não tem uma loba para recuperar…
Notavelmente, muitas teorias sobre Sansa teorizam que, depois de perder Lady, ela simbolicamente deixou de ser uma Stark e que sua história acabará por torná-la uma Stark novamente. Que melhor maneira de voltar ao grupo do que recuperar um lobo gigante….
Ele os enfeitiçou, pensou Alayne naquela noite, enquanto, na cama, ouvia o vento uivar junto às suas janelas. Não saberia dizer de onde a suspeita viera, mas uma vez que lhe atravessou a mente não a deixou dormir. Virou-se e se remexeu, roendo a ideia como um cão faria com um velho osso. Por fim, levantou-se e se vestiu, deixando Gretchel com seus sonhos.
(AFFC, Alayne I)
Além disso:
Havia gelo sob seus pés e pedras quebradas só à espera para torcerem um tornozelo, e o vento uivava ferozmente. Soa como um lobo, Sansa pensou. Um lobo fantasma, tão grande quanto as montanhas.
(AFFC, Alayne II)
Olá, Vento Cinzento! E ao entrar na pele de simbolicamente, ela poderá sentir a presença de Robb ainda lá. Afinal, suas últimas palavras ecoam a última palavra de Jon. "Vento Cinzento ..." "Fantasma".
EXTRA 1: Evidência de que a Muralha não impede o aviso ou os lobos-diretos de se sentirem:
Em A Fúria dos Reis, Jon está ao norte da Muralha com Qhorin Meia-Mão quando ele tem este sonho:
Havia cinco onde devia haver seis, e estavam espalhados, todos separados uns dos outros. Sentiu uma profunda sensação de vazio, de incompletude. A floresta era vasta e fria, e eles eram tão pequenos, tão perdidos. Os irmãos estavam longe, em algum lugar, e a irmã também, mas tinha perdido seus rastros. Sentou-se nos quartos traseiros e levantou a cabeça para o céu que escurecia, e seu choro ecoou pela floresta, um som longo, solitário e lamentoso. Enquanto o som morria, aguçou as orelhas, à escuta de uma resposta, mas o único ruído foi o suspiro da neve soprada pelo vento.
Jon?
O chamado veio de suas costas, mais baixo do que um sussurro, mas forte. Pode um grito ser silencioso? Virou a cabeça, em busca do irmão, de um vislumbre de uma silhueta esguia e cinzenta em movimento sob as árvores, mas nada havia, só…
Um represeiro.
Parecia ter brotado da rocha sólida, com as raízes brancas contorcendo-se de uma miríade de fissuras e rachaduras finas como fios de cabelo. A árvore era fina comparada com outros represeiros que tinha visto antes, pouco mais do que um broto, mas crescia diante de seus olhos, com os galhos engrossando à medida que se estendiam para o céu. Com prudência, deu a volta no tronco branco e liso até encontrar o rosto. Olhos vermelhos olhavam-no. Eram olhos ferozes, mas satisfeitos por vê-lo. O represeiro tinha o semblante do irmão. Teria o irmão sempre tido três olhos?
(ACOK, Jon VII)
Pela maneira como é descrito, parece que isso é veio do Bran pós-Corvo de Sangue, mas esse não é o caso. Afinal, como vimos em A Fúria dos Reis:
Ali, na escuridão frígida e úmida da tumba, seu terceiro olho finalmente abrira-se. Conseguia alcançar Verão sempre que quisesse, e uma vez tinha até mesmo tocado Fantasma e falado com Jon.
(ACOK, Bran VII)
Bran estava em Winterfell, Jon e Fantasma estavam ao norte da Muralha, e Bran estendeu a mão e tocou Fantasma e conversou com Jon. A parede não bloqueia a detecção dos outros lobos.
Além disso, em A Tormenta de Espadas, Fantasma está ao norte da Muralha e Verão não, mas é isso que Verão pensa:
Mas às vezes conseguia senti-los, como se ainda estivessem com ele, escondidos de sua vista apenas por um pedregulho ou um pequeno bosque. Não era capaz de cheirá-los, nem de ouvir seus uivos noturnos, mas sentia a presença deles atrás de si... todos menos a irmã que tinham perdido.
(ASOS, Bran I)
Então isso novamente parece indicar que Verão podia sentir Fantasma, mesmo quando ele estava ao norte da Muralha.
Finalmente, a Muralha não era uma barreira para Varamyr entrar na pele da águia de Orell:
O troca-peles tinha um rosto cinzento, ombros redondos e era calvo, um homem que mais parecia um rato com olhos de lobisomem.
– Depois de um cavalo se habituar à sela, qualquer homem pode montá-lo – disse ele em voz baixa. – Depois de um animal se juntar a um homem, qualquer troca-peles pode entrar nele e montá-lo. Orell estava definhando dentro de suas penas, por isso fiquei com a águia. Mas a junção funciona nos dois sentidos, warg. Orell agora vive dentro de mim, murmurando como o odeia. E eu posso pairar por cima da Muralha e ver com olhos de águia.
– É assim que sabemos – disse Mance. – Sabemos como vocês eram poucos quando detiveram a tartaruga. Sabemos quantos vieram de Atalaialeste. Sabemos como seus suprimentos minguaram. Piche, óleo, flechas, lanças. Até a escada desapareceu, e aquela gaiola só pode içar uns poucos. Nós sabemos. E agora você sabe que sabemos.
(ASOS, Jon X)
Não acho que a Muralha bloqueie a mudança de pele ou impeça os lobos gigantes de sentirem uns aos outros.
EXTRA 2: Por que Vento Cinzento não pode ser detectado?
Eu acho que há várias possibilidades que explicam Vento Cinzento não ser sentido. Estas são as três que considero mais fortes:
  1. Vento Cinzento agora é especial entre os irmãos lobos gigantes, já que ele não tem mais seu ser humano. Isso pode interromper a conexão que lhes permite sentir um ao outro.
  2. Se Robb entrou na segunda vida em Vento Cinzento, pode ser que Fantasma não o sentisse mais como irmão - ele agora é um ser composto (Robb + Vento Cinzento) em vez de um ser autônomo.
  3. A capacidade de sentir um ao outro depende da força de vida dos irmãos. Mesmo que tenha sobrevivido, Vento Cinzento ficou gravemente ferido e pode estar à beira da morte, sem força vital suficiente para que seus irmãos o sintam.
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2018.02.14 11:59 Alfre-douh Pré-Valentinos

Antes de entrar no café endireito o cachaço, tiro as mãos dos bolsos para abrir o quispo e descubro a cabeça, raspo os pés no tapete com estrias de borracha já gastas e entro. Televisão ligada no canal de notícias do CM com um notícia qualquer sobre mais uma mulher maltratada por um marido desempregado, deprimido e caído num marasmo de inatividade e inutilidade. Ninguém presta atenção. As conversas de café, com focos muitos próximos uns dos outros, são a principal música ambiente. Recentemente limitadas, normalmente funcionam em ciclos e são fortemente influenciadas pela mediatização que determinados assuntos ganham, na ausência disso algumas pessoas são mais fechadas e outras mais abertas. As mais abertas falam de pormenores sórdidos da vida pessoal tratando as mais fechadas como melhores amigos, confidentes e merecedores da confiança barata que têm para vender, os mais fechados dividem-se em dois grupos: os que não se importam de ouvir e os que, reféns eternos do dever moral de cortesia, suportam com vontades de mutilação pessoal e procedimentos de medicina dentária a frio as vivências das pessoas mais abertas. Eu pertenço ao grupo das mais fechadas, obviamente, uma conversa de café nunca deve passar para o campo intimo, isto é, o que sentimos nos afetar e a condicionar a nossa forma de estar de modo algum deve sobressair numa conversa de café. É das poucas convicções que tenho, embora seja aquela de que mais depressa abdico se houver um bom vinho ou whiskey. O álcool, na medida certa, é uma meretriz/massagista macaense: desinteressada, exótica, de aspecto frágil mas com uma força suficiente para nos desentorpecer, mãozinhas de anjo e, claro, a confidente ideal porque nos faz sentir tão bem que nos leva a oferecermos-lhe em gratidão aquilo que nos é mais precioso, os nossos segredos, o prazer faz-nos sentir compreendidos basicamente é isso.
Olha, está cá o Aníbal. Adoro este tipo. O Aníbal é daquelas pessoas pacatas e de conversa fácil mas curta, condensada é a melhor palavra para descrever a interação com ele. Sempre que falo com ele fico mais ou menos bem disposto. É um tipo fora do comum, tem algumas barreiras sociais e actos pouco adequados às situações, mas não há um pingo de maldade ou presunção na sua forma de ser. A sua autenticidade, com todas as suas manias e trejeitos, leva-me sempre a desafiar-me a mim próprio, a levantar perguntas sobre a minha autenticidade, a querer saber porque é tão importante para mim e tão necessário dissimular uma personagem: “o” Alfredo, um Alfredo apelativo e comercial. Nunca vou muito longe porque ao mesmo tempo que o faço analiso também os seus tiques e as suas deixas tão fora do comum. Estico a mão para o cumprimentar, e ele sorri, um sorriso genuíno por me ver que me faz sentir especial, faz-me sentir um tipo especialmente porreiro e isso é...porreiro. Estende-me a mão com um recibo qualquer entrelaçado nos dedos, demora um segundo a aperceber-se e de seguida pega no recibo e coloca-o encima do balcão, alisa-o com cuidado e lá me cumprimenta. "Este tipo é fascinante" penso eu, meio (positivamente) embaraçado depois de ter estado com a mão esticada para o cumprimentar a assistir a todo aquele procedimento.
“Tão?! Isto é que está um dia de chuva, han?!”
“É! As aranhas é que não se dão bem em dias assim”
“Não?”
“Nem por isso, as teias ficam molhadas e os insetos dão pela presença delas”
“Ah pois”
“Bicho curioso, nunca se vê uma aranha a descansar as pernas, tão sempre a planear qualquer coisa”
Ao mesmo tempo que diz isto coloca as pontas dos dedos sobre o balcão e com os nós fletidos simula a postura de uma aranha.
“É verdade, nunca têm caimbras as filhas da puta!”
Arrependo-me imediatamente de asneirar. Vê-se que lhe causa algum desconforto ouvir palavrões. Deve ter alguma coisa a ver com ter levado porrada em miúdo, deve-lhe lembrar os abestados que se metiam com ele. No entanto é esta a conversa típica que se tem com o Aníbal, que de tão vaga e fora do comum parece ter milhões de significados subliminares. Se calhar a palavra certa para descrever a conversa que se faz com ele é densa.
Vai pedir mais uma imperial, retirando duas moedas de 0,50€ de uma bolsa da carteira e uma moeda de 0,20€ de uma outra bolsa. Esta é a característica dele que as pessoas utilizam para categoricamente o considerar um tipo estranho. “O Aníbal pá! Tu sabes quem é! É aquele tipo que tem sempre montes de moedas e que paga sempre a quantia certa, tem uma paranóia qualquer quanto a receber trocos, tu sabes quem é!” e toda a gente se lembra logo de quem é o Aníbal. É verdade, é o único tipo que alguma vez conheci que tem essa panca, e as pessoas, por nunca saberem ao certo o que achar disso, reagem com sorrisos de ambivalência. É das coisas mais transversais, o desconforto balanceado que uma pessoa sente quando se depara com alguém que faz algo inconsequente fora de comum, que tem daquelas pancas que não chateiam ninguém, mas que nos deixam sem saber o que pensar de tão habituados que estamos a moldar o nosso comportamento em função da apreciação de terceiros. De facto é essa talvez a característica dele que mais fica na memória, mas se uma pessoa tiver com ele um bocado o desconforto passa a ser uma piada periódica. Lembro-me de uma vez que o vi no supermercado, o total das suas compras dava 17,88€, ou coisa assim, ele paga em moedas e com o jeito dele fica com um sorriso amistoso e compreensivo a olhar para a moça da caixa a contar o dinheiro, ela engana-se e ele diz “não leve a mal, mas tenho a certeza que dei certo, conheço as moedas, todas têm a sua história própria”, ela conta outra vez o dinheiro enquanto ele espera já com as compras ensacadas mais um longo minuto, até que ela diz “tá certo desculpe lá” e ele acena, sem qualquer altivez, genuinamente compreensivo, toda a gente na fila que ansiava o desenlace esboça um sorriso e ficam a vê-lo afastar-se meio atarracado até às portas automáticas.
Estamos ao balcão, lado-a-lado, eu acabei por também pedir uma imperial e instala-se uma pausa confortável na conversa que me faz lembrar em forma de um filme esse episódio no supermercado. Entretanto entra uma senhora, a Laura. Tem um cabelo grisalho, liso, muito bonito que lhe cai, solto pelos ombros, anda sempre vestida com camisolas polares, a minha mulher diz que é por ela ser antropóloga marinha, “as mulheres científicas têm uma adoração pela Quechua” diz ela, eu torço o nariz à ideia, mas a verdade é que não é o tipo de comentário em que ela está completamente errada portanto calei-me. Ela dá um ligeiro encosto no Aníbal e pede três pacotes pastilhas de menta, “podem ser estas aqui?” “não, têm mesmo de ser das super frescura se não se importar”. E é aí que me lembro da minha mulher me contar a história da Laura antropóloga marinha. Segundo a minha mulher, ela desde muito nova que tem problemas de fígado que lhe provocam mau hálito, no entanto não ligava muito a isso, obviamente que a punha pouco à vontade, mas seguia a sua vida normalmente, até que teve um filho e aí começou a ficar obcecada com a ideia de que o bébé iria criar uma rejeição à própria mãe por esta ter mau hálito. Foi então que começou a consumir todo o tipo de porcarias para alterar o hálito, rebuçados, smints, tictacs e pousou de vez nas pastilhas de super frescura, daquelas que os putos dos anúncios ficam em gelo quando as consomem. Tenho uma vaga ideia da minha mulher dizer que ela se separou do marido porque este, em situações públicas, tinha a mania de lançar a piada de que ela nunca na vida iria ter problemas com os poços de ar ao andar de avião. Acho que contava sempre a mesma piada e ficava-se a rir na cara dela, até que ela um dia perdeu a cabeça, cuspiu-lhe uma pastilha à cara e pediu o divórcio.
Quando vai a pagar, o Aníbal sem querer dá-lhe um toque com o cotovelo e ela deixa cair no chão três maços de moedas embrulhadas em papel.
“Moedas embrulhadas! Deixa-as mais confortáveis, não é assim?”
“Sim, costumo andar com as moedas assim para ter sempre a quantia certa para pagar as pastilhas”
O Aníbal responde com um sorriso que desarma imediatamente a ideia da Laura de que esta tinha sido uma deixa a evitar. Ela, olhando-lhe nos olhos ri-se também e levanta-se com as moedas na mão.
“Também sou assim, adoro ser meticuloso com o dinheiro e ter sempre a quantia certa. Acho que as pessoas se esquecem do trabalho e precisão que está por detrás de cada moeda, da arte e simbolismo cultural da troca de um produto por um valor representativo”
“Sim também acho bonita essa associação, normalmente as pessoas olham para mim e acham-me uma maluquinha, pensam que eu devo passar a vida a jogar em slotmachines ou assim”
Começo a sentir que se está a passar qualquer coisa para a qual a minha cabeça não está preparada para assimilar, como consultas de acompanhamento familiar para estrelas-do-mar ou co-adopção por casais homossexuais.
“Bem tenho que ir andando, muito prazer em conhecê-lo sou a Laura”
“Aníbal! Prazer é todo meu”
Trocam dois beijos na face, tão desajeitados e vermelhos que chegam a comover esta velha carcaça de cínismo, que bebe mais um gole enquanto se apresentam e se despedem. Ela precipita-se então para a porta. E é então que: “Laura espere”, o Aníbal tira rapidamente duas moedas de 0,50€, duas de 0,20€ embrulha-as no recibo que trazia ao início na mão e dá-lhe.
“Quando comprar o próximo pacote de pastilhas espero que lembre com prazer esta nossa pequena conversa”
Ela retribui-lhe o sorriso mais terno, que decai para um sorriso lascivo e diz escrevinhando num papel: “Tem aqui o meu número, fico à espera que numa próxima vez as pastilhas acompanhem um café e uma boa conversa”.
O Aníbal aceita embasbacado e fica, com um ar ridículo, mas que para quem o conhece perdoável, a dizer-lhe adeus à medida que ela segue rua fora.
Já na minha varanda a fumar, reproduzo a cena na minha cabeça. Coitado do Aníbal, parece que o estou a ver a ir com dinheirinho contado comprar preservativos no supermercado, com aquele ar dele atarracado, mas de tipo cinco estrelas.
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